Passados 30 anos sobre a sublevação da população de Ferrel contra a instalação de uma central nuclear junto à povoação, o tema volta a estar na agenda dos técnicos e dos políticos, desde já é necessário dizer NÃO, face à actual crise energética o nuclear não é solução, é mais um problema.

No dia 15 de Março de 1976, a população da aldeia de Ferrel, concelho de Peniche fez tocar a rebate o sino da capela e dirigiu-se em peso para o lugar do Moinho Velho, onde já se tinha iniciado os trabalhos preparatórios da instalação daquela que seria a primeira central nuclear em Portugal, este acontecimento é um marco importante na luta do anti-nuclear no nosso país, a projecção mediática que teve a nível nacional e internacional despertou as consciências, trazendo à liça algumas personalidades importantes, e todos juntos conseguiram o abandono do projecto.

Recentemente, sob a desculpa da procura de soluções para a actual crise energética, resultante dos elevados preços do petróleo, foi lançado de novo em Portugal a discussão do nuclear, surgindo mesmo um senhor, um tal de Patrick Monteiro de Barros que vendo aí uma oportunidade de negócio correu a apresentar um projecto de construção de uma central nuclear. Muitas são as vozes que mais uma vez se pronunciam contra esta opção, mas infelizmente também são muitos os que estão a favor, está na altura, tal como em 1976 de o cidadão anónimo dizer o que pensa sobre o assunto, temos o direito de escolher o que queremos e o que não queremos, principalmente se o que estiver em causa for a nossa qualidade de vida e a dos vindouros.

Muitos são os que dizem que a tecnologia nuclear evoluiu consideravelmente nos últimos 30 anos e que a segurança está assegurada a quase 100%, afirmando que acontecimentos catastróficos como os de Three Mile Island em 1979 e Chernobyl em 1986 são improváveis, no entanto o problema da segurança não se põe apenas com as centrais, a questão é também (talvez principalmente) colocada em relação aos resíduos resultantes da actividade, esse lixo é altamente tóxico e permanece letal para todos os tipos de vida durante largos milhares de anos.

É tão importante agora, como foi no passado e certamente o será no futuro dizer bem alto que o nuclear não é uma alternativa para substituir o petróleo na produção de energia, principalmente em Portugal que actualmente já usa muito pouco petróleo para produzir electricidade e que dispõe de abundantes fontes energéticas muito mais limpas e renováveis, como é o caso do vento, do sol e das ondas, essas sim verdadeiras alternativas.

Um dos argumentos usados pelos adeptos da opção nuclear é que a energia produzida dessa forma é barata, mas este enredo não poderia ser mais falacioso, nas contas desses senhores fica sempre de fora a parcela ambiental a pagar em caso de acidente na central ou com os resíduos, que ninguém garante ser impossível.

Esta campanha é uma acto de cidadania, não tem cariz económico nem político, pretende apenas agregar vontades e passar a palavra através da Internet, contribuindo para a constituição de um amplo movimento contra a opção do nuclear em Portugal.

 

Para incluir o logotipo da campanha no seu sitio Internet, copie o seguinte código:
<a href="http://www.ambitare.com/nao.html" target="_blank"><img src="http://www.ambitare.com/img/nao.jpg" border="0"></a>

Depois envie uma mensagem de correio electrónico informando o URL do sitio Internet para que possa ser incluído na lista dos apoiantes desta iniciativa.

 

Em 19 de Setembro de 2007 esta iniciativa era apoiada por 11 sítios Internet.

 


O Projecto Ambitare apoia a campanha "Um milhão de Europeus contra o nuclear"
Sítio internet da campanha - http://www.million-against-nuclear.net
Para assinar a petição - Página de Portugal

 

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